Nova aquisição – Ações da MAHLE Metal Leve (LEVE3)

O objetivo do post é mostrar o porquê decidi investir parte do meu capital nas ações da MAHLE (LEVE3), uma das maiores fabricantes brasileira de auto peças (pistões, anéis de pistão, bronzinas, filtros, válvulas, eixos de comando de válvulas, camisas, porta anéis e pinos). Todos os princípios os quais serão abortados estão ancorados na análise fundamentalista com o foco sempre no buy and hold.

O investimento foi realizado no mês passado, mais especificamente na data de 21/05/2019. A IBOVESPA estava em 94.484 pontos e o total investido foi de R$ 11.000,00 na compra de 500 ações a R$ 22,00 cada uma. Já possuo um ativo com características semelhantes as do segmento da MAHLE, a Tupy (TUPY3), porém com diferenças que podem ser cruciais ao longo do tempo e que me garantem um grau de diversificação. A LEVE3 foi a minha 14ª ação até então e com menos de 1 mês já estou obtendo um lucro superior a R$ 500,00 (cotação atual – R$ 23,15).

Os parâmetros fundamentalistas que ancoraram a minha escolha estão todos descritos a seguir, acompanhados de um análise pessoal se eles são ou não positivos.

Avaliando os números é perceptível que o preço da ação está em um bom patamar já que a empresa é bem lucrativa (P/L<15), tem um ROE elevado (>20%), boa distribuição de dividendos (DY>6%), baixo endividamento (dívida bruta/patrimônio líquido<50%) e lucros constantes.

Além disso, de acordo com os relatórios gerenciais disponibilizados pela própria empresa, em termos de margens, a Metal Leve se destaca em relação a players comparáveis do setor, conforme pode ser observado abaixo.

Adicionalmente, a empresa apresenta lucros constantes, saindo de R$ 62,2 milhões em 2008 para quase R$ 300 milhões apresentados em 2018.

Também é importante ressaltar que a margem da empresa continua bem acima de outros players do setor, como vemos a seguir:

Assim, depois de todos os dados e informações analisadas é possível verificar que a MAHLE Metal Leve é uma ótima companhia, com as finanças saudáveis e que pode trazer bons frutos ao longo prazo.

Proventos do mês de Maio/2019

Como forma de controlar meus proventos mensais resolvi, ao fim de cada mês, postar quanto entrou de renda passiva, sem levar em consideração a valorização dos ativos. Já que nunca havia postado algo relativo a esse assunto, vou disponibilizar a seguir o gráfico com todos o proventos desde o início dos meus investimento. Ao total recebi o valor de R$ 1.618,88 até o mês passado, no período de 6 meses. A média mensal é de praticamente R$ 270,00, valor não tão expressivo mas que está em tendência de crescimento.

Por empresa, até o momento, a melhor pagadora de dividendos está sendo a Petrobrás (R$ 600,00), seguida por Bradesco (R$ 387,79) e IRBR Brasil (R$ 232,78), fechando o top 3.

Após essa breve introdução vamos ao que realmente importa, quanto recebi no mês passado (maio/2019). A notícia boa é que o mês passado foi o período de melhores rendimentos, muito devido ao valor recebido da Petrobrás. O montante total mensal foi de R$ 811,52, praticamente 50% dos R$ 1.618,88 que entrou desde de dezembro/2018. As informações de forma mais detalhada podem ser verificadas no gráfico abaixo.

Recentemente adquiri 2 ações e 2 fundos imobiliários distintos, totalizando a quantia investida de R$ 40.437,52. Com certeza esses novos ativos vão turbinar ainda mais os meus rendimentos e, nos próximos meses, os resultados ficarão mais visíveis.

O objetivo é manter esse acompanhamento mensal e, gradativamente, realizar análises para verificar quais empresas distribuem maiores proventos.

Carteira de renda fixa

Para finalizar, após a apresentação completa da minha carteira de renda variável, composta por ações e fundos imobiliários, vou mostrar minha carteira de renda fixa, com lastro em 3 ativos distintos.

Atualmente, o valor aplicado na renda fixa corresponde a 50% da minha carteira geral, porcentagem que, na minha opinião, está em um patamar ideal. O total investido nessa modalidade foi de R$ 195.170,10 no dia 25/10/2018 e, após 7 meses, os valores estão em R$ 204.0150,56, o que equivale a uma valorização de 4,6% no período ou 0,65% a.m. Esse rendimento é superior ao que estabeleci na meta dos R$ 500.000,00 e do milhão (adotei o rendimento de 0,6% a.m.). Abaixo a tabela detalhada com as informações mencionadas até então.

A escolha dos ativos se deu seguindo alguns critérios: liquidez, segurança e, especialmente para a letra de câmbio da Pernambucanas, o fato de ter o fundo garantidor de crédito (FGC) para valores até R$ 250.000,00. Além disso, o objetivo é sempre superar a inflação do período que, de acordo com dados do IBGE, mostrados na tabela a seguir, a inflação no período foi de 2,46%, ou seja, consegui mais de 1% de rendimento acima da inflação entre outubro/2018 – abril/2019.

Para facilitar a visualização da divisão de ativos na minha carteira, o próximo gráfico divide cada ativo de renda fixa pela porcentagem dele na minha carteira apenas de renda fixa (primeiro gráfico) e na minha carteira geral (segundo gráfico).

E porque cada um dessas ativos foram escolhidos? Vamos a explicação de cada um deles:

1 – TESOURO SELIC

2 – LC PERNAMBUCANAS

  • Rendimento bem acima da poupança e do CDI (121% CDI). Para se ter uma ideia, no momento que estou escrevendo o post, a poupança rende 70% CDI;
  • Possuir assistência do FGC para valores até R$ 250.000,00;
  • Investimento simplificado por meio da minha corretora;
  • Prazo de vencimento não muito longo e que me garante a alíquota mínima do IR – 15% para um prazo mínimo de 2 anos;
  • Liquidez.

3 – TESOURO PRÉ FIXADO 2021

  • Rendimento bem acima da poupança e do CDI. Inclusive, é o meu ativo em renda fixa que está entregando o melhor rendimento – 6,89% em 7 meses;
  • Prazo de vencimento não muito longo e que me garante a alíquota mínima do IR – 15% para um prazo mínimo de 2 anos;
  • Investimento simplificado por meio da minha corretora;
  • Liquidez.

Bem, acredito que deu para passar um bom overview da minha parcela de investimentos em renda fixa e o porquê da escolha de cada ativo.

Carteira de fundos imobiliários

Seguindo a estratégia da diversificação de investimentos, como já citei anteriormente no blog, também tenho uma parte do meu capital alocado em fundos imobiliários. O montante total ainda é bem inferior ao destinado as ações e renda fixa, porém o objetivo é ir identificando oportunidades e adquirindo ativos desse tipo de forma progressiva.

A carteira atualizada é com base no fechamento da bolsa do dia 24/05/2019, ou seja, de ontem. O IFIX encerrou em 2.509 pontos, somando um leve aumento. Além disso já estou incorporando o fundo adquirido ontem (RBRR11) que, inclusive, irei disponibilizar a análise mais para frente (e outro post).

Assim, é possível verificar a disposição dos meus ativos na tabela abaixo com informações diversas, desde a data de aquisição, valor pago, valor atual, se estou obtendo lucro ou prejuízo e, até mesmo, o rendimento de cada fundo.

É possível verificar que o ativo com melhor rendimento é o HGLG11, meu primeiro fundo imobiliário. Ele obteve um rendimento de 5,84%, o que equivale a um ganho de R$ 685,26 em frente aos R$ 11.741,76 investidos. Lembrando que mensalmente ele distribui dividendos na faixa dos R$ 60,00, valor o qual não adicionei nos rendimentos.

Em contra partida, o ativo que estou tendo maiores prejuízos é o XPML11, adquirido mês passado e que teve uma baixa de 0,21%, totalizando R$ 18,70. Friso que esse mês esse mesmo ativo distribuiu um dividendo de R$ 43,35, superando o prejuízo.

No total, somando lucros e prejuízos, estou com um saldo positivo de R$ 1.073,82, ou seja, um rendimento de 2,21%, excluindo os dividendos pagos ao longo dos meses de todos os ativos. Essas informações podem ser verificadas com mais clareza nos gráficos abaixo.

Lembrando que a escolha por investir em fundos imobiliários se deu por ter uma distribuição mensal de dividendos, melhorar a diversificação geral dos ativos, não sofrer com grandes volatilidades (bem menor que as ações), aluguéis com contratos atípicos, ou seja, com duração extensa e, principalmente, por ter ativos bem localizados e valorizados no portfólio dos fundos escolhidos.

Como analisar indicadores fundamentalistas de uma ação

Navegando pelo Youtube, de uma forma bem despretensiosa, encontrei uma série com 5 vídeos que explicam de maneira super didática como analisar os indicadores fundamentalistas de uma empresa com base nos demonstrativos financeiros.

Os vídeos se baseiam nos dados fornecidos pelo site Fundamentus que, na minha opinião, é o melhor site para análise de ações na atualidade. Além disso, são utilizados como suporte os sites oceans14 e dicadehoje7, os quais ainda não conhecia e que têm um conteúdo muito enriquecedor.

Somando-se a isso, achei plausível utilizar a fórmula de Benjamin Grahan (P/L x P/VPA <22,5) como critério adicional para verificar se o preço de uma determinada ação está ou não alto. Inclusive, incluí essa melhoria na minha planilha de análise de ações.

Abaixo todos os 5 vídeos que podem ser acessadas no Youtube através dos links. Acredito que a série completa tem duração de 1h30min e a didática é bem acessível.

Episódio 01/05: https://www.youtube.com/watch?v=mvCV0lYLICo&list=PLqjGh_6v1ET9ASBdekaRTI73xwXUlajve Episódio 02/05: https://www.youtube.com/watch?v=CsjzhA5Ln9s&list=PLqjGh_6v1ET9ASBdekaRTI73xwXUlajve&index=2 Episódio 03/05: https://www.youtube.com/watch?v=E1ffvFJwIYI&list=PLqjGh_6v1ET9ASBdekaRTI73xwXUlajve&index=5 Episódio 04/05: https://www.youtube.com/watch?v=HNt7x7K5Y3k&list=PLqjGh_6v1ET9ASBdekaRTI73xwXUlajve&index=4 Episódio 05/05: https://www.youtube.com/watch?v=ioni2lsyakA&list=PLqjGh_6v1ET9ASBdekaRTI73xwXUlajve&index=3

Carteira de ações

Como prometido anteriormente, vou disponibilizar minha carteira de ações com, atualmente, 13 ativos. Mais adiante disponibilizarei a de fundos imobiliários e a de renda fixa.

Na planilha de controle que utilizo é possível verificar inúmeras informações importantes, desde o valor pago pelo ativo, o montante aplicado e até mesmo o índice IBOVESPA na data da compra. Os preços de todos os ativos foram atualizados nos valores de 14/05/2019 com fechamento da bolsa em 92.092,44 pontos.

O próprio nome já descreve, investir em renda variável é saber que ela vai variar, para mais ou para menos. Assim, é possível perceber que em 4/13 ativos estou tendo prejuízo, totalizando o valor negativo de R$ 3.315,00. Em contrapartida, 9/13 tiveram rendimentos positivos, somando ganhos de R$ 11.746,44. Equalizando os valores o saldo final é de R$ 8.431,40 positivo, o equivalente a uma valorização de 6,66% entre os meses de outubro/2018 – maio/2019, uma média de 0,93% ao mês. Se considerarmos que para atingir minhas metas foi considerado um rendimento de 0,6% ao mês e que quase todos os meus ativos distribuem dividendos, os quais não foram contabilizados nessa conta, essa rentabilidade está, no mínimo, razoável.

Uma coluna interessante é a que informa quanto a ação rendeu acima do Ibovespa (benchmark definido). O objetivo é simples, buscar sempre superar o benchmark. Analisando a tabela acima é possível notar que 8/13 ativos conseguiram rendimentos acima do Ibovespa, o que corresponde a mais de 60% dos ativos.

As minhas top 3 ações em termos de rendimentos são: CMIG4 (+26,36%), BBDC (+22,14%) e HAPV3 (21,29%). Já as que eu obtive maiores prejuízos foram na GRND3 (-15,71%), UNIP6 (-7,89%) e BTOW3 (-6,13%). Lembrando que a Grendene e a Unipar foram compradas recentemente e apresentam boas perspectivas de crescimento. Principalmente a Unipar, com excelentes fundamentos (análise feita no blog).

Para facilitar a visualização dos dados criei dois gráficos, um que mostra a alocação de cada ativo na carteira de ações em porcentagem e outro em valor inicial aplicado x valor de mercado na cotação de 14/05/2019.

Assim, atualmente, o ativo que tem maior percentual na minha carteira de ações é a Hapvida, muito mais pela valorização recente, após a compra de algumas concorrentes, do que o valor investido inicialmente.

Vale salientar que a bolsa está em um período de alta volatilidade devido a disponibilização dos relatórios trimestrais das empresas listadas (como a economia do país está em situação crítica a maioria das empresas estão com menores lucros e isso reflete negativamente na bolsa) e a indecisão sobre a reforma da previdência.

Planejamento financeiro – rumo ao milhão

Assim como foram definidas datas até chegar ao meio e primeiro milhão é imprescindível estabelecer um planejamento de como atingi-las, contando com os aportes frequentes, o reinvestimento de dividendos e os juros compostos. Para relembrar, as metas traçadas são:

1 – R$ 500.000,00 até a data de dezembro/2020;

2 – R$ 1.000.000,00 até dezembro/2025

Porém, um erro muito comum cometido pela maioria é desconsiderar o valor da inflação nesse período, fazendo com que o dinheiro perca um enorme poder de compra. Para evitar essa situação fiz um levantamento da inflação nos últimos 13 anos e encontrei o valor médio mensal de 0,4663% – tabela a seguir.

Além de levar em conta a inflação é mais prudente considerar o imposto de renda. Para ações e fundos imobiliários esse percentual é de 15% e 20%, respectivamente, apenas sobre os rendimentos (somente para vendas acima de R$ 20.000,00, menos para day trade) e para investimentos em renda fixa a tributação segue uma tabela regressiva (começando em 22,5% até 15%), também cobrada em cima apenas dos rendimentos. Como minha carteira é bem diversificada e sou adepto da estratégia buy & hold, ou seja, não penso em vender meus ativos, vou desconsiderar o imposto de renda nesse cálculo. Mas claro, se seu intuito é sacar o dinheiro ao fim do período nunca faça isso.

Somando-se a esses aspectos é importante definir uma rendabilidade média para os investimentos e qual o montante inicial que receberá aportes recorrentes para, só assim, calcular a quantidade necessária a ser aportada mensalmente.

Meu montante inicial gira em torno de R$ 382.000,00 e adotei o rendimento mensal de 0,6%, dando uma média de 7,44% ao ano. Ao meu ver esse rendimento é plausível já que, por exemplo, o tesouro pré fixado que tenho, com vencimento em 2021, entrega uma rendabilidade de 8,28% ao ano, maior até do que a assumida.

Depois de definir todos esses parâmetros vamos ao que interessa: qual o aporte necessário para atingir a meta de R$ 500.000,00 e R$ 1.000.000,00 em valores atuais corrigidos pela inflação?

1 – R$ 500.000,00 hoje equivale a R$ 546.210,00 em dezembro/2020 com uma inflação média de 5,74% a.a.

2 – R$ 1.000.000,00 hoje equivale a R$ 1.444.177,27 em dezembro/2025 com uma inflação média de 5,74% a.a.

Assim, para atingir a meta intermediária será preciso realizar aportes mensais de R$ 5810,00 – Tabela dos R$ 500.000,00.

Porém, para chegar até a meta de R$ 1.000.000,00 na data estipulada (dezembro/2025) será preciso aumentar esses aportes para um valor mensal de R$ 8.195,00 – Tabela do rumo ao milhão.

Acredito muito no poder de melhorar os meus aportes (com o meu desenvolvimento profissional) e em conseguir melhores rendimentos, portanto, vamos dar um passo de cada vez e buscar a meta intermediária, previamente, antes de sacrificar uma gigantesca fatia dos meus ganhos tentando aportar de acordo com a tabela do rumo ao milhão.

E vamos em frente com foco, disciplina e muito estudo!

Nova aquisição – Fundo imobiliário (KNIP11)

Seguindo o critério de aportes constantes que faço quase que mensalmente, foram adquiridos algumas cotas do fundo imobiliário Kinea índices de preços, ticker KNIP11. Foram compradas 72 cotas no dia 06/05/2019 pelo valor de R$ 110,00, totalizando o montante total de R$ 7920,00.

Abaixo é possível verificar a planilha de análise de fundos imobiliários que é utilizada previamente antes de qualquer escolha de investimento nesse tipo de produto financeiro.

Com os dados expostos fica muito mais simples concluir se realmente vale o investimento. Lembrando que a planilha foi elaborada para servir como base de análise de todos os tipos de fundos imobiliários (tijolo, papel, híbrido, etc) por isso alguns pontos estão em branco por não serem aplicados ao tipo de fundo em questão (papel).

Primeiramente, é importante ressaltar que minha carteira de fundos imobiliários não possuía nenhum fundo de papel (em outro post publico todos os meus fundos), assim, a diversificação foi o primeiro requisito do processo de escolha. Além disso, podem ser destacados os seguintes pontos positivos referentes ao KNPI11: grande quantidade de emissões, ou seja, o fundo procura arrecadações com frequência para ganhar musculatura; possui uma gestão ativa com um gestor consolidado no mercado (Kinea é o braço imobiliário do Itaú, maior banco do Brasil); o prazo de duração do fundo é indeterminado; boa liquidez diária; dividend yield com um valor bem atraente; taxa de administração no limite porém ainda ok (acima de 1% já acho elevada) e uma ótima taxa interna de retorno.

Negativamente o fundo apresenta uma razoável relação entre P/VPA, sendo maior que 1, ou seja, o valor da cota está um pouco acima do valor patrimonial do fundo; e não apresentou uma boa valorização das suas cotas ao longo dos anos (apenas 10% desde o seu IPO) porém, como o fundo tem grande parte da sua carteira investida em títulos atrelados ao IPCA e a inflação vem subindo desde final do ano passado é bem possível que o KNPI11 tenha uma valorização melhor nos próximos meses. Abaixo, a tabela com os valores da inflação nos meses iniciais do ano para explicitar melhor.

Outras informações relevantes que influenciaram na escolha foram a composição da carteira do fundo, seu portfólio de CRI’s e principalmente o seu histórico de rendimentos comparados ao CDI. Esses detalhes podem ser checados a seguir, em forma de gráficos e tabela.

Assim, mediante a todos esses dados, tomei a decisão de investir no fundo.

Nova aquisição – Ações da UNIPAR (UNIP6)

Como é de costume quase todos os meses eu faço alocações em algum produto financeiro e esse mês não foi diferente. O objetivo do post é basicamente mostrar o porquê escolhi a UNIPAR para alocar parte do meu capital e mostrar a análise fundamentalista utilizada no processo decisório.

Foram compradas na data de hoje (06/05/2019) 300 ações do ticker UNIP6 no valor R$ 38,00, somando um total de R$ 11.400,00.

Antes de tudo escolhi a UNIPAR por não ter nenhuma empresa do ramo químico na minha carteira de ações (atualmente composta por 13 ações) e por se tratar de uma empresa lucrativa, com perspectiva de crescimento e que distribui dividendos de forma recorrente.

Vale ressaltar que desenvolvi um método próprio de análise de ações, por meio de um planilha, que aliada aos relatórios gerencias fornecidos trimestralmente pelas empresas servem como guia na decisão de comprar ou não determinada ação.

A planilha é relativamente simples, contendo diversos parâmetros que são analisados cuidadosamente, um a um. Inicialmente, vou postar todos os parâmetros estudados, depois comento alguns deles que acho mais importante e por fim darei uma pincelada nos relatórios gerenciais e uma breve comparação com a sua principalmente concorrente.

Analisando os indicadores fundamentalistas podemos perceber que a empresa, por mais que não seja uma blue chip, apresenta um bom valor de mercado (quase R$ 3,5 bilhões). Observando seus lucros a ação está com um preço bem atraente (P/L < 9), ou seja, apenas com o lucro da empresa, considerando-o constante, em 6,31 anos eu iria reaver todo o valor aplicado. Além disso, o seu ROE (porcentagem usada para medir o quão eficiente uma empresa é em relação a capacidade de geração de lucro) de 39,2% é muito bom, sendo uma companhia bem lucrativa.

Outros fatores a serem destacados: alta liquidez (caso você queira vender na bolsa de valores muitas pessoas querem comprar), boa margem líquida- 15,8% – (a cada 100 reais em vendas dos seus produtos 15,80 reais são de lucro, descontando todos os custos e impostos), bom dividend yield (distribuição dos lucros com os acionistas), boa capacidade de honrar suas dívidas e lucros constantes.

Claro que nem tudo são as mil maravilhas e a empresa apresenta alguns pontos que podem ser melhorados: comparando o preço da ação com o valor patrimonial da empresa esse indicador está indicando que a ação está cara (porém existem algumas companhias que não precisam de um patrimônio muito oneroso para produzir o seu produto final) e o indicador dívida bruta/patrimônio líquido está relativamente alto, muito porque empresas do setor químico precisam de um alto investimento na produção das suas mercadorias e, para isso, contraem dívidas com o intuito de financiar a compra de insumos, máquinas, tecnologia, etc.

Além da análise fundamentalista os seus resultados financeiros se mantém em constante melhora e em um patamar bem consolidado. Abaixo dados extraídos do relatório gerencial disponibilizado no primeiro trimestre/2019.

1 – Aumento da receita líquida

2 – Expectativa de recuperação da economia brasileira, consumindo mais PVC na construção civil e soda cáustica (abaixo um gráfico com a segmentação do consumo da soda cáustica)

3 – Receita dolarizada que se beneficiou com a alta do dólar (87% da receita da empresa é dolarizada – soda cáustica + PVC)

4 – Receita líquida subindo mais que os custos de produção

5 – O ebitda consolidado de 2018 atingiu R$ 1 bilhão, um resultado recorde, 59,6% maior que o apurado em 2017, fruto de um dólar mais caro, de preços mais elevados da soda no 1S2018, e também do ajuste final de preço de aquisição da Unipar Argentina no 1T2018, de R$ 48,9 milhões

Além disso os número do 4T2018 foram bem positivos, conforme podem ser observados a seguir.

Por fim, fazendo uma breve comparação com a sua concorrente direta, a Braskem, podemos verificar que a Unipar leva boa vantagem em vários indicadores.

Analisando os números a Unipar ganha em 60% dos aspectos analisados, configurando uma boa vantagem competitiva.

Em relação aos pontos em que a Unipar perdeu podemos verificar que a Braskem tem um valorda firma 15x maior porém tem um receita 14x maior e um lucro apenas 6x maior, ou seja, não reflete proporcionalmente o quão maior ela é.

Carteira de investimentos

Como já é de conhecimento a dedicação e o foco são essenciais para atingir o objetivo do milhão, porém, um outro ingrediente, que muitas vezes fica em segundo plano, também é importantíssimo no acúmulo de riqueza, as aplicações financeiras que compõem a carteira de investimentos.

Conforme citei no último post a minha trajetória no rumo ao milhão iniciou com uma carteira de investimentos cuidadosamente escolhida, baseada em muito estudo e análises fundamentalistas. Algumas premissas foram adotadas:

1 – Mais de 50% dos meus investimentos são em renda fixa, com alta liquidez e possibilidade de resgate imediato (D+1) sem perda de rentabilidade. Esses produtos compõem a minha reserva de emergência.

2 – Como ainda me considero novo parte expressiva da minha carteira (na ótica conservadora) é destinada para a renda variável, distribuída entre ações e fundos imobiliários.

3 – Tanto as ações como os fundos imobiliários buscam a distribuição de proventos por meio de dividendos, juros sobre capital próprio e rendimentos. Lembrando que até mais importante que atingir o primeiro milhão é ter uma renda passiva que seja suficiente para gerar a minha liberdade financeira no futuro.

Assim, depois de assumidas todas essas premissas vamos falar de números. Abaixo é possível verificar a porcentagem de cada investimento na minha carteira.

Traduzindo essa porcentagem em valores, foram investidos R$ 203.069, 45 em renda fixa; R$ 128.496,60 em ações; e, por fim, R$ 31.344,14 em fundos imobiliários

Portanto, até a presente data e em valores de cotação atuais, a minha carteira tem um total investido de R$ 362.910,19, o equivalente a 70,6% da minha meta intermediária (R$ 500.000,00) e 36,3% da meta do milhão (R$ 1.000.000,00).

Nos próximos post irei detalhar um pouco mais de cada bloco de investimentos com porcentagens, valores aplicados e maiores informações.