Carteira de fundos imobiliários

Seguindo a estratégia da diversificação de investimentos, como já citei anteriormente no blog, também tenho uma parte do meu capital alocado em fundos imobiliários. O montante total ainda é bem inferior ao destinado as ações e renda fixa, porém o objetivo é ir identificando oportunidades e adquirindo ativos desse tipo de forma progressiva.

A carteira atualizada é com base no fechamento da bolsa do dia 24/05/2019, ou seja, de ontem. O IFIX encerrou em 2.509 pontos, somando um leve aumento. Além disso já estou incorporando o fundo adquirido ontem (RBRR11) que, inclusive, irei disponibilizar a análise mais para frente (e outro post).

Assim, é possível verificar a disposição dos meus ativos na tabela abaixo com informações diversas, desde a data de aquisição, valor pago, valor atual, se estou obtendo lucro ou prejuízo e, até mesmo, o rendimento de cada fundo.

É possível verificar que o ativo com melhor rendimento é o HGLG11, meu primeiro fundo imobiliário. Ele obteve um rendimento de 5,84%, o que equivale a um ganho de R$ 685,26 em frente aos R$ 11.741,76 investidos. Lembrando que mensalmente ele distribui dividendos na faixa dos R$ 60,00, valor o qual não adicionei nos rendimentos.

Em contra partida, o ativo que estou tendo maiores prejuízos é o XPML11, adquirido mês passado e que teve uma baixa de 0,21%, totalizando R$ 18,70. Friso que esse mês esse mesmo ativo distribuiu um dividendo de R$ 43,35, superando o prejuízo.

No total, somando lucros e prejuízos, estou com um saldo positivo de R$ 1.073,82, ou seja, um rendimento de 2,21%, excluindo os dividendos pagos ao longo dos meses de todos os ativos. Essas informações podem ser verificadas com mais clareza nos gráficos abaixo.

Lembrando que a escolha por investir em fundos imobiliários se deu por ter uma distribuição mensal de dividendos, melhorar a diversificação geral dos ativos, não sofrer com grandes volatilidades (bem menor que as ações), aluguéis com contratos atípicos, ou seja, com duração extensa e, principalmente, por ter ativos bem localizados e valorizados no portfólio dos fundos escolhidos.

Carteira de ações

Como prometido anteriormente, vou disponibilizar minha carteira de ações com, atualmente, 13 ativos. Mais adiante disponibilizarei a de fundos imobiliários e a de renda fixa.

Na planilha de controle que utilizo é possível verificar inúmeras informações importantes, desde o valor pago pelo ativo, o montante aplicado e até mesmo o índice IBOVESPA na data da compra. Os preços de todos os ativos foram atualizados nos valores de 14/05/2019 com fechamento da bolsa em 92.092,44 pontos.

O próprio nome já descreve, investir em renda variável é saber que ela vai variar, para mais ou para menos. Assim, é possível perceber que em 4/13 ativos estou tendo prejuízo, totalizando o valor negativo de R$ 3.315,00. Em contrapartida, 9/13 tiveram rendimentos positivos, somando ganhos de R$ 11.746,44. Equalizando os valores o saldo final é de R$ 8.431,40 positivo, o equivalente a uma valorização de 6,66% entre os meses de outubro/2018 – maio/2019, uma média de 0,93% ao mês. Se considerarmos que para atingir minhas metas foi considerado um rendimento de 0,6% ao mês e que quase todos os meus ativos distribuem dividendos, os quais não foram contabilizados nessa conta, essa rentabilidade está, no mínimo, razoável.

Uma coluna interessante é a que informa quanto a ação rendeu acima do Ibovespa (benchmark definido). O objetivo é simples, buscar sempre superar o benchmark. Analisando a tabela acima é possível notar que 8/13 ativos conseguiram rendimentos acima do Ibovespa, o que corresponde a mais de 60% dos ativos.

As minhas top 3 ações em termos de rendimentos são: CMIG4 (+26,36%), BBDC (+22,14%) e HAPV3 (21,29%). Já as que eu obtive maiores prejuízos foram na GRND3 (-15,71%), UNIP6 (-7,89%) e BTOW3 (-6,13%). Lembrando que a Grendene e a Unipar foram compradas recentemente e apresentam boas perspectivas de crescimento. Principalmente a Unipar, com excelentes fundamentos (análise feita no blog).

Para facilitar a visualização dos dados criei dois gráficos, um que mostra a alocação de cada ativo na carteira de ações em porcentagem e outro em valor inicial aplicado x valor de mercado na cotação de 14/05/2019.

Assim, atualmente, o ativo que tem maior percentual na minha carteira de ações é a Hapvida, muito mais pela valorização recente, após a compra de algumas concorrentes, do que o valor investido inicialmente.

Vale salientar que a bolsa está em um período de alta volatilidade devido a disponibilização dos relatórios trimestrais das empresas listadas (como a economia do país está em situação crítica a maioria das empresas estão com menores lucros e isso reflete negativamente na bolsa) e a indecisão sobre a reforma da previdência.

Carteira de investimentos

Como já é de conhecimento a dedicação e o foco são essenciais para atingir o objetivo do milhão, porém, um outro ingrediente, que muitas vezes fica em segundo plano, também é importantíssimo no acúmulo de riqueza, as aplicações financeiras que compõem a carteira de investimentos.

Conforme citei no último post a minha trajetória no rumo ao milhão iniciou com uma carteira de investimentos cuidadosamente escolhida, baseada em muito estudo e análises fundamentalistas. Algumas premissas foram adotadas:

1 – Mais de 50% dos meus investimentos são em renda fixa, com alta liquidez e possibilidade de resgate imediato (D+1) sem perda de rentabilidade. Esses produtos compõem a minha reserva de emergência.

2 – Como ainda me considero novo parte expressiva da minha carteira (na ótica conservadora) é destinada para a renda variável, distribuída entre ações e fundos imobiliários.

3 – Tanto as ações como os fundos imobiliários buscam a distribuição de proventos por meio de dividendos, juros sobre capital próprio e rendimentos. Lembrando que até mais importante que atingir o primeiro milhão é ter uma renda passiva que seja suficiente para gerar a minha liberdade financeira no futuro.

Assim, depois de assumidas todas essas premissas vamos falar de números. Abaixo é possível verificar a porcentagem de cada investimento na minha carteira.

Traduzindo essa porcentagem em valores, foram investidos R$ 203.069, 45 em renda fixa; R$ 128.496,60 em ações; e, por fim, R$ 31.344,14 em fundos imobiliários

Portanto, até a presente data e em valores de cotação atuais, a minha carteira tem um total investido de R$ 362.910,19, o equivalente a 70,6% da minha meta intermediária (R$ 500.000,00) e 36,3% da meta do milhão (R$ 1.000.000,00).

Nos próximos post irei detalhar um pouco mais de cada bloco de investimentos com porcentagens, valores aplicados e maiores informações.